quarta-feira, 20 de agosto de 2008

A CHÁRIA ISLÂMICA OU O PARASITISMO OCIDENTAL?

CHÁRIA ISLÂMICA E PARASITISMO DA DIVORCIADA OCIDENTAL (*)

Quero pois associar o meu grito ao teu, num apelo à consciência colectiva contra uma última discriminação das sociedades ditas ocidentais, discriminação essa em que nem políticos, nem líderes religiosos, nem fabricantes ou fazedores da opinião pública parecem reparar. As vítimas são os homens, eles próprios no seu orgulho idiota pouco propensos a assumirem-se como tal. Mas assim como ninguém defendia as mulheres enquanto elas, porque se envergonhavam de assumir ser vítimas de abusos sexuais ou violências domésticas, não apareceram na ribalta, assim ninguém reparará em nós, homens, enquanto tivermos vergonha de gritar na rua a nossa dor, de chorar em público as nossas mágoas, de ameaçar nos media todos os que, e principalmente todas as que, contínua, cínica, farisaica e estupidamente nos ferem.

Quero contigo desmascarar o parasitismo da divorciada e o negócio repugnante que é transformar os filhos em mercadoria, sequestrá-los e pedir por eles resgates com o apoio de legislações tão paranóicas como eram as do tempo da escravatura, da inquisição, do apartheid! Todas eram sagradas no seu tempo. Todos lhes deviam obediência e respeito. Mas aos olhos pretensamente civilizados com que hoje as vemos, eram a encarnação demoníaca do obscurantismo. Exactamente assim aparecerá, aos olhos das gerações futuras, o enquadramento jurídico que hoje o Ocidente dá às leis da guarda de crianças, nos casos cada vez mais frequentes de divórcio dos pais!

Preocupam-se muito alguns tartufos deste nosso dito Primeiro Mundo com a situação das mulheres nos países islâmicos, onde a “chária” as reduz a papéis secundários de subalternidade. Zelotes! Esquecem-se que têm nos seus países esta situação paralela em que os homens, e não as mulheres, são as vítimas indefesas, escorraçadas, espezinhadas, exploradas! Acredito nesta prosaica verdade, que muita gente finge esquecer, que é pela nossa casa, e não pela casa dos outros, que devemos começar a arrumação e a limpeza!

Veja-se este modelo de justiça: rouba-se um automóvel ao seu legítimo dono; ao gatuno será dado o direito de o conservar em seu poder, ao dono recusa-se o direito de o reaver e impõe-se-lhe ainda a obrigação de continuar a pagar o seguro, o imposto de circulação e as despesas com a manutenção e revisões mecânicas; enfim o ladrão concorda em pagar a gasolina e aceita que o antigo dono o utilize uma vez de quinze em quinze dias.

Que diríamos nós se a legislação das sociedades em que vivemos enquadrasse estas situações e as resolvesse da forma paradoxal acima descrita? Absurdo? Esta é a situação vivida por uma imensa maioria de pais divorciados, a quem subtraem arbitrariamente os filhos, mas que nem por isso são dispensados da obrigação de os manter, por vezes em ambientes artificialmente montados com luxos supérfluos, retendo apenas o direito de os verem de quinze em quinze dias. Seria exactamente a mesma situação que a apresentada acima, mas na verdade é ainda pior, pois que custa muito mais perder um filho que um automóvel, mesmo um topo de gama...

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(*) Extraído do livro de Zé-Manel Polido: “Amor, Solidão e Fé”, Editora Luz da Vida (Rua Mário Pais, 16-0-A, 3000-268 Coimbra), Fevereiro 2004.

© Editora Luz da Vida, Lda.

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