quinta-feira, 21 de agosto de 2008

FILHO DE DIVÓRCIO: O CENTRO E A MARGEM

Este pequeno poema foi escrito no decorrer de um encontro de poetas que teve lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra sob o lema "O Centro e a Margem"; não me recordo se alguém o leu. É pouco provável, porque o tema era (e é) politicamente incorrectíssimo.


“Ao Filho de um Divórcio: O Centro e a Margem”

No centro, o dólar!

Que amargura, meu filho…

Além do vil metal,

nada mais valia

para a mãe,

para o tribunal

e até para a avó… eu sei!

O amor do pai,

não viram que existia.

Absurdo da dor

consagrado na lei!

Por isso, abandonado,

longe de ti, à margem,

foi assim que fiquei!”

Zé-Manel Polido(*), 2004-05-24


*) Assino como Zé-Manel Polido os livros “Amor Explorado” e “Amor, Solidão e Fé” (Editora Luz da Vida, Lda. Rua Mário Pais, 16-0-A, 3000-268 Coimbra). Mas este poema é inédito.

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