Este pequeno poema foi escrito no decorrer de um encontro de poetas que teve lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra sob o lema "O Centro e a Margem"; não me recordo se alguém o leu. É pouco provável, porque o tema era (e é) politicamente incorrectíssimo.
“Ao Filho de um Divórcio: O Centro e a Margem”
No centro, o dólar!
Que amargura, meu filho…
Além do vil metal,
nada mais valia
para a mãe,
para o tribunal
e até para a avó… eu sei!
O amor do pai,
não viram que existia.
Absurdo da dor
consagrado na lei!
Por isso, abandonado,
longe de ti, à margem,
foi assim que fiquei!”
Zé-Manel Polido(*), 2004-05-24
*) Assino como Zé-Manel Polido os livros “Amor Explorado” e “Amor, Solidão e Fé” (Editora Luz da Vida, Lda. Rua Mário Pais, 16-0-A, 3000-268 Coimbra). Mas este poema é inédito.

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