ORGULHAR-SE DE SOBREVIVER: SER IRMÃO DOS CIGANOS (*)
Aprendi o que é ser agredido por alguém a quem demos muito mais que tudo o que temos, alguém a quem demos o que somos, alguém a quem nos demos nós próprios. Mas aprender é valorizar-se, é tornar-se superior ao que se era. A experiência é a mestra da vida e quem a tem ganha a verdadeira sabedoria. Nunca me deprimiu ser agredido, nunca amuei nem sequer quando criança… E conheço tanta gente adulta que continua infantil sob este ponto de vista… Numa situação como tantas por que passei, que berreiro não fariam… Serenamente, rendo a minha homenagem aos irmãos ciganos que me ensinaram duas quadras, de autor desconhecido, retrato da vida deles e da minha. Cito de memória:
“Quanto mais tempo se passa
Mais queixas minh’alma tem,
Sempre a ser tão ofendida
Sem ofender a ninguém.”
E ainda:
“Quem aprendeu a viver
Como nós, vida tão dura,
Nem pode sorrir na glória
Nem chorar na desventura.”
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(*) Extraído do livro de Zé-Manel Polido: “Amor, Solidão e Fé”, Editora Luz da Vida (Rua Mário Pais, 16-0-A, 3000-268 Coimbra), Fevereiro 2004.
© Editora Luz da Vida, Lda.
(*) Extraído do livro de Zé-Manel Polido: “Amor, Solidão e Fé”, Editora Luz da Vida (Rua Mário Pais, 16-0-A, 3000-268 Coimbra), Fevereiro 2004.
© Editora Luz da Vida, Lda.

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