Hoje, 19 de Janeiro de 2009, estou a acrescentar algumas palavras à mensagem que afixei em fins de Setembro e cujo texto se pode ler em baixo.
O que eu quero acrescentar hoje é que me parece que o pai biológico vai poder finalmente ter a grande alegria de conviver com a sua filha.
O que é que eu espero para ser coerente com as minhas convicções? É que ele não se vingue dos pseudo-pais afectivos e não passe agora a ser ele a querer convencer a filha que eles eram os lobos maus.
Se o pai biológico não embarcar em tal comportamento de vingança, acho que a criança vai crescer sentindo-se feliz.
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Segue-se o meu cartaz de Setembro:
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É profundamente revoltante que se manobre uma criança para odiar o próprio pai. E isto é, a meu ver, o que têm feito os que até ao momento detêm a criança.
Pois que efeito têm eles pretendido, desde o tempo em que a mãe adoptiva andou fugida com a pobre criança (é que até é ofensivo usar-se esta palavra ... mãe... mesmo adoptiva, para aquela senhora)
Uma criança deve ser ensinada a ter medo dos criminosos, isso está certo, mas o pai biológico não me parece que tenha o que quer que seja de criminoso.
O facto de uma criança amar os pais, biológicos ou adoptivos, com quem vive, não a impede de amar os tios, os avós, os padrinhos, os primos... e de os visitar e conviver com eles.
A vergonhosa manipulação que os pseudo-pais adoptivos fazem na pobre Esmeralda, apresentando-lhe o pai biológico como se ele fosse o lobo mau da história do capuchinho vermelho, é do mais revoltante que há. Ante a passividade de um sistema e de uns técnicos que não devem saber o que são sentimentos humanos de amor, tolerância, partilha... e por isso são cúmplices nessa situação monstruosa.
Se, apesar de tudo, essa criança conseguir chegar à idade de compreender a vida com as suas capacidades intelectuais intactas e com um espírito crítico suficientemente desnvolvido para não ser -- o que muita gente hoje infelizmente é -- um boneco manipulado pelas opiniões que lhe berram aos ouvidos, bom... não tenho dúvidas que vai sentir contra os pseudo-pais adoptivos uma tremendíssima revolta! Porque acredito numa frase que um dia, há largos anos, ouvi numa peça de teatro dramática. Não recordo o autor mas citarei a frase que tenho visto sempre confirmada:
"A vida faz sempre valer os seus direitos!"
terça-feira, 30 de setembro de 2008
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1 comentários:
Como não seria de esperar, uma vez que vivemos numa sociedade democrática, pelo menos aparentemente, respeito por completo a sua opião.
Não posso, contudo, deixar de discorar em alguns pormenores.
Segundo o que tenho ouvido desta historia, este homem que se diz pai da menina, nao teve interesse algum nela quando soube que a sua companheira estava grávida. Nao tendo condições para a criar,a mãe dá a quem cuide e dê carinho àquele bebé acabado de nascer.
E assim cresce a criança, no meio de uma família que lhe dá todo o amor e carinho que ela precisa.
E agora pergunto, porque é que o pai só agora se lembrou da criança?
Acreditando mesmo que ele ate esteja arrependido pelo que fez e que queira recuperar o tempo perdido, acho que nao é justo entrar na justiça só pra ter a criança.
Se ele tivesse verdadeiro amor à criança compreenderia certamente que o melhor pra ela serántinuar com aqueles que pra ela sao a familia. Claro que ele como pai teria todo o direito de contactar com a filha, mas nao desta maneira. Porque enquanto a "gente crescida" luta supostamente pelo "superior interesse da criança", ninguém mais sofrendo no meio desta palhaçada que se tornou a história, se não ela, a criança.
Ainda outra questão, que direito tem o pai biológio de reclamar uma indemnização a alguém que apenas deu amor e carinho à filha que ele próprio abandonou? É assim justo que se pague perante a justiça apenas por se amar uma criança?
Sinceramente nao acho.
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