terça-feira, 23 de setembro de 2008

SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL

PAI BRUTO E MÃE SANTINHA!

Muito se discute agora a nova lei do divórcio. Há 3 anos, mais precisamente a 17 de Abril de 2005, respondi com o texto abaixo transcrito à pergunta ‘’Que acha do Poder Paternal em Portugal?’’ que alguém colocou num site da Internet que agora já não consigo identificar. Infelizmente, o texto continua actual!


A minha opinião sobre as leis que temos é que estão feitas para o seguinte contexto:

Quem faz e como se faz um filho? À boa maneira do galo ou do touro, o machão acorda de manhã, cheio de energia, quer descarregá-la e procura uma fêmea. Encontra-a, deita-lhe as garras, domina-a, violenta-a, viola-a, abandona-a ferida e lavada em lágrimas e vai à sua vida. Nem sabe que a "emprenhou". Ela coitadinha leva a gravidez ao fim e cria a criancinha. E o bruto, que faz isto todos os dias, ou, pelo menos, dia sim dia não, nem quer saber quantos filhos tem... talvez centos deles, como o coronel Buendia, personagem do livro "Cem Anos de Solidão" do Garcia Marquez.

É para uma sociedade em que os homens são assim que a lei e os juízes trabalham.

Agora eu pergunto: Nós, os homens divorciados de hoje que somos ou fomos pais de filhos menores, é assim que nos comportámos no passado e que continuamos a viver no presente? Se é assim, temos o que merecemos! Se não é assim, é tempo que se mudem as leis ou a prática das mesmas, que não esqueçamos que os homens também têm afectos, que também choram com a falta dos filhos, que muitos até se dispõem a criá-los sem receberem das ex-mulheres pensões de alimentos, que enfim também são vítimas, nesta discriminação dos sexos, talvez a última que tem de ser denunciada no chamado mundo ocidental... Sim, aqui a vítima é o homem e o verdugo é a mulher...

E se quiser saber mais leia os meus livros "Amor Explorado" (entre outros há vários poemas que dedico aos meus filhos e são poemas para entender, sem metáforas nem símbolos!) e "Amor, Solidão e Fé" (em prosa, meditações sobre a família), ambos publicados pela Editora Luz da Vida, Lda., Apartado 10048, 3031-601 Coimbra.

Os críticos têm silenciado estes livros e as livrarias chegam a dizer que não os têm ou que não sabem de onde os mandar vir... Espantoso, não é? É o medo de gritar que o homem também sofre violências da mulher. Dizer isto não é politicamente correcto. E todos se acobardam. Eu não! Vamos em frente!

E assumi este texto há 3 anos, tal como o assumo hoje! Assinei e assino!

Zé-Manel Polido


1 comentários:

Anónimo disse...

AMOR DE PAI

Ao Poeta Zé-Manel Polido,
um pai exautorado


Embora esse não seja o caso meu,
consigo estou neste particular
em que por certo julgo estar a par
pelos poemas que me ofereceu.

O amor de pai não é de modo algum
inferior ao que por convenção
se atribui ao de mãe pela razão
de ser mulher, motivo mais nenhum.

Quando quis pôr à prova o sentomento
dos seus progenitores, Jeová
não foi à mãe de Isaac, em Moriah,

que exigiu sua vida, mas ao pai,
como se diz no Velho Testamento:
"O filho ao vosso Deus sacrificai"!

João de Castro Nunes