sábado, 18 de outubro de 2008

PAÍSES DO OCIDENTE E PAIS DIVORCIADOS

DISCRIMINAÇÃO DO PAI DIVORCIADO (*)


Ser pai divorciado ou em processo de divórcio é pertencer a uma raça inferior; e se o processo é no Ocidente, nos Estados Unidos mas provavelmente também na Europa, ser estrangeiro é mais um suplemento de inferioridade. Ai do homem que se divorciar num país que não é o seu de origem. Pode a mulher também não o ser. Mas é ela que é protegida, é ela que é a vítima, é ela que tem sempre razão, é ela que vai continuar a gozar o amor e a presença dos filhos, é ela que vai parasitar financeiramente o ex-marido a pretexto dos filhos mesmo que ele esteja disposto a ficar com eles, criá-los e educá-los sem pedir à mãe deles qualquer pensão, é ela que ainda se gaba que foi mulher de coragem por ter pedido o divórcio! Em que mundo, em que época, em que século vivemos nós?

Tantas discriminações que já foram arrastadas pelas enxurradas da História: o feudalismo, as cruzadas, a inquisição, a monarquia absoluta, a escravatura, a pena de morte nos países mais civilizados, o apartheid entre negros e brancos tanto nos EUA como na África do Sul, o muro de Berlim, os Goulag... Feministas proclamaram os direitos da mulher onde eles eram desrespeitados iniquamente pelos homens, outros proclamam os da criança, outros ainda os de tantas minorias humanas desde os canhotos aos homossexuais, e mesmo os de espécies de fauna ou flora em extinção ou dos animais de laboratório ou dos que abatemos e nos servem de alimentação.

Falta quem defenda os últimos discriminados, os homens, pais de filhos menores, em processos de divórcio.

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(*) Extraído do livro de Zé-Manel Polido: “Amor, Solidão e Fé”, Editora Luz da Vida (Rua Mário Pais, 16-0-A, 3000-268 Coimbra), Fevereiro 2004.
© Editora Luz da Vida, Lda.

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