domingo, 30 de agosto de 2009

AMOR EXPLORADO

Reproduzo as três últimas estrofes do poema AMOR EXPLORADO com o qual encerro o livro com o mesmo título:
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Eu aprendi na vida esta lição:
O amor que dei…
à família, em primeiro,
e a outros… já nem sei…
e a amizade que a tantos consagrei…
– Foi tudo em vão!
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Amor explorado, andaram-mo a roubar,
não deram nada em troca, nada, não!
Ficou-me o vácuo, melhor dizendo, um vórtice,
sorvendo o que ainda possa em mim restar.
Voragem que me suga… é mais que um vórtice,
é uma vertigem louca de agressão!
Que objectivo há nela? Certamente,
a minha mais total destruição…
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Amor explorado, dei-o erradamente…
Talvez Deus me tivesse aconselhado
se eu cada vez tivesse perguntado:
– “Posso dá-lo, ó Deus, a este irmão?”
O amor é Seu dom, se o desperdiço,
nada produz. Eu fi-lo, e é por isso,
por tê-lo dado a tanta gente errada,
que hoje te peço, ó Deus, o Teu perdão.

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