RANCOR
Como pode volver-se em tanto ódio
o que era, naturalmente, um grande amor?
Como pode fulminar-se quem nos ama
com uma explosão imensa de rancor?
Como se anula um amor num instante apenas
quando ele, década a década, se afirmou?
Onde nasce uma tal força destrutiva
que assim arrasa o que o tempo edificou?
Como se desmorona, se desfaz
um amor em que sempre confiámos?
Porque nos repudia aquela, a única,
que toda a nossa vida idolatrámos?
Sei lá!... Não sei!...
Quem é que sabe
num labirinto destes penetrar?
Quem poderia o porquê de tudo isto,
claro e sem lacunas, explicar?
Sabemos tão pouco…
Deus, talvez, o pudesse, se quisesse, desvendar…
2003-05-31
+++++
Poema extraído do meu livro AMOR EXPLORADO
Como pode volver-se em tanto ódio
o que era, naturalmente, um grande amor?
Como pode fulminar-se quem nos ama
com uma explosão imensa de rancor?
Como se anula um amor num instante apenas
quando ele, década a década, se afirmou?
Onde nasce uma tal força destrutiva
que assim arrasa o que o tempo edificou?
Como se desmorona, se desfaz
um amor em que sempre confiámos?
Porque nos repudia aquela, a única,
que toda a nossa vida idolatrámos?
Sei lá!... Não sei!...
Quem é que sabe
num labirinto destes penetrar?
Quem poderia o porquê de tudo isto,
claro e sem lacunas, explicar?
Sabemos tão pouco…
Deus, talvez, o pudesse, se quisesse, desvendar…
2003-05-31
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Poema extraído do meu livro AMOR EXPLORADO

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