PUBLICAÇÕES PORTUGUESAS SOBRE LITERATURA, AO SERVIÇO DE QUEM?
O patriotismo destas publicações culturais é muito duvidoso.
Se o autor não é ídolo da TV - ou figura mediática, até pode ser futebolista - então não importa o que ele escreve ou, pior ainda, o assunto sobre o qual ele escreve...
Li há pouco tempo, depois de ver um grande elogio da crítica, o livro "A Caixa Negra" de Amos Oz (editora D. Quixote, 2a. edição).
Tema: Um casal divorcia-se e, no centro da polémica, está um filho dos dois, chamado Boaz, cuja guarda a mãe não quer perder e por isso aceita até, recusando testes de paternidade, que o pai fique na dúvida sobre se Boaz é seu filho ou não.
Ela casa em segundas núpcias e tem uma filha do segundo marido, a Yafat. Vicissitudes diversas levam ao início de um segundo divórcio em que o pai pretende ficar com a guarda da criança, acusando a mãe de adultério por esta ir apoiar o primeiro ex-marido na fase terminal da sua doença.
O cenário é internacional e a personagem principal de toda a história é o drama da guarda dos filhos de pais divorciados enquadrado pela derrocada da instituição família.
O livro é vedeta nos media e nos escaparates das livrarias. Mas há uma pergunta que não posso impedir-me de fazer: - Por que motivo exatamente estes mesmos temas, quando tratados por um autor português, não motivam uma única palavra desses media nem aparecem nos escaparates das livrarias? Não há uma única palavra... nem de elogio nem de crítica, demolidora que fosse!
O Jornal das Letras, as revistas Ler ou Os Meus Livros, as secções literárias de vários diários de referência, ninguém se preocupa em promover ou divulgar o que é nosso! Assim se defendem os autores portugueses. Assim estas publicações revelam o seu patriotismo! Assim cumprem os seus superiores desígnios de servir a cultura portuguesa!
Por isso vos peço que leiam e avaliem por vós próprios os meus contributos, que assinei como Zé-Manel Polido: a prosa de "Amor, Solidão e Fé" e as poesias de "Amor Explorado", ambos publicados pela Editora Luz da Vida . Não seriam merecedores de alguma atenção?
Zé-Manel Polido
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Jornal das Letras, Ler, Os meus Livros, as páginas do jornal Público...
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Ainda a Esmeralda Porto
Em setembro de 2008 publiquei um cartaz lamentando que os pais adotivos desta menor não a quisessem entregar ao pai biológico; ou pior ainda, andassem fugidos com a criança para não a entregarem ao pai biológico.
O que eu condenava é que eles, com tais procedimentos, incutissem na pequena um mínimo de ódio, ou pelo menos uma dose de medo, ao pai biológico.
O pai biológico acabou por receber a filha por decisão dos tribunaiis e eu espero, como aliás desejei na altura, que ele não se tenha vingado, e passado a incutir na criança medo e ódio pelos que tinham sido durante algum tempo seus pais adotivos. Não tenho informações sobre o que se passou desde então sob este ponto de vista.
Mas achei curioso saber hoje que a União Europeia, segundo publicação no JusJornal de 6 de junho do corrente ano de 2012 no seu número 1479 tenha condenado Portugal porque demorou 4 anos e 5 meses a executar a sentença que entregava a criança ao pai biológico.
Não direi que... é assim o nosso País!... porque infelizmente não é só no nosso País que o pai, por exemplo em casos de divórcio, nada conta; a sociedade e a justiça em muitos países do chamado Mundo Ocidental partem do princípio que só as mães é que amam os filhos.
E sei do que falo! Quem quiser leia os meus livros "Amor Explorado" e "Amor, Solidão e Fé", publicados pela Editora Luz da Vida, Lda. Rua Mário Pais, 16-0-A em 3000-268 Coimbra. Se não encontrar na sua livraria, peça à Editora. São baratos (10 euros o primeiro e 14,50 euros, o segundo). Veja o site www.luz-da-vida.com.pt.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL
PAI BRUTO E MÃE SANTINHA!
Muito se discute agora a nova lei do divórcio. Há 3 anos, mais precisamente a 17 de Abril de 2005, respondi com o texto abaixo transcrito à pergunta ‘’Que acha do Poder Paternal em Portugal?’’ que alguém colocou num site da Internet que agora já não consigo identificar. Infelizmente, o texto continua actual!
A minha opinião sobre as leis que temos é que estão feitas para o seguinte contexto:
Quem faz e como se faz um filho? À boa maneira do galo ou do touro, o machão acorda de manhã, cheio de energia, quer descarregá-la e procura uma fêmea. Encontra-a, deita-lhe as garras, domina-a, violenta-a, viola-a, abandona-a ferida e lavada em lágrimas e vai à sua vida. Nem sabe que a "emprenhou". Ela coitadinha leva a gravidez ao fim e cria a criancinha. E o bruto, que faz isto todos os dias, ou, pelo menos, dia sim dia não, nem quer saber quantos filhos tem... talvez centos deles, como o coronel Buendia, personagem do livro "Cem Anos de Solidão" do Garcia Marquez.
É para uma sociedade em que os homens são assim que a lei e os juízes trabalham.
Agora eu pergunto: Nós, os homens divorciados de hoje que somos ou fomos pais de filhos menores, é assim que nos comportámos no passado e que continuamos a viver no presente? Se é assim, temos o que merecemos! Se não é assim, é tempo que se mudem as leis ou a prática das mesmas, que não esqueçamos que os homens também têm afectos, que também choram com a falta dos filhos, que muitos até se dispõem a criá-los sem receberem das ex-mulheres pensões de alimentos, que enfim também são vítimas, nesta discriminação dos sexos, talvez a última que tem de ser denunciada no chamado mundo ocidental... Sim, aqui a vítima é o homem e o verdugo é a mulher...
E se quiser saber mais leia os meus livros "Amor Explorado" (entre outros há vários poemas que dedico aos meus filhos e são poemas para entender, sem metáforas nem símbolos!) e "Amor, Solidão e Fé" (em prosa, meditações sobre a família), ambos publicados pela Editora Luz da Vida, Lda., Apartado 10048, 3031-601 Coimbra.
Os críticos têm silenciado estes livros e as livrarias chegam a dizer que não os têm ou que não sabem de onde os mandar vir... Espantoso, não é? É o medo de gritar que o homem também sofre violências da mulher. Dizer isto não é politicamente correcto. E todos se acobardam. Eu não! Vamos em frente!
E assumi este texto há 3 anos, tal como o assumo hoje! Assinei e assino!
Zé-Manel Polido

