terça-feira, 30 de setembro de 2008

ESMERALDA E O SEU PAI (BIOLÓGICO CLARO ESTÁ)

Hoje, 19 de Janeiro de 2009, estou a acrescentar algumas palavras à mensagem que afixei em fins de Setembro e cujo texto se pode ler em baixo.

O que eu quero acrescentar hoje é que me parece que o pai biológico vai poder finalmente ter a grande alegria de conviver com a sua filha.

O que é que eu espero para ser coerente com as minhas convicções? É que ele não se vingue dos pseudo-pais afectivos e não passe agora a ser ele a querer convencer a filha que eles eram os lobos maus.

Se o pai biológico não embarcar em tal comportamento de vingança, acho que a criança vai crescer sentindo-se feliz.

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Segue-se o meu cartaz de Setembro:

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É profundamente revoltante que se manobre uma criança para odiar o próprio pai. E isto é, a meu ver, o que têm feito os que até ao momento detêm a criança.

Pois que efeito têm eles pretendido, desde o tempo em que a mãe adoptiva andou fugida com a pobre criança (é que até é ofensivo usar-se esta palavra ... mãe... mesmo adoptiva, para aquela senhora)

Uma criança deve ser ensinada a ter medo dos criminosos, isso está certo, mas o pai biológico não me parece que tenha o que quer que seja de criminoso.

O facto de uma criança amar os pais, biológicos ou adoptivos, com quem vive, não a impede de amar os tios, os avós, os padrinhos, os primos... e de os visitar e conviver com eles.

A vergonhosa manipulação que os pseudo-pais adoptivos fazem na pobre Esmeralda, apresentando-lhe o pai biológico como se ele fosse o lobo mau da história do capuchinho vermelho, é do mais revoltante que há. Ante a passividade de um sistema e de uns técnicos que não devem saber o que são sentimentos humanos de amor, tolerância, partilha... e por isso são cúmplices nessa situação monstruosa.

Se, apesar de tudo, essa criança conseguir chegar à idade de compreender a vida com as suas capacidades intelectuais intactas e com um espírito crítico suficientemente desnvolvido para não ser -- o que muita gente hoje infelizmente é -- um boneco manipulado pelas opiniões que lhe berram aos ouvidos, bom... não tenho dúvidas que vai sentir contra os pseudo-pais adoptivos uma tremendíssima revolta! Porque acredito numa frase que um dia, há largos anos, ouvi numa peça de teatro dramática. Não recordo o autor mas citarei a frase que tenho visto sempre confirmada:

"A vida faz sempre valer os seus direitos!"

terça-feira, 23 de setembro de 2008

SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL

PAI BRUTO E MÃE SANTINHA!

Muito se discute agora a nova lei do divórcio. Há 3 anos, mais precisamente a 17 de Abril de 2005, respondi com o texto abaixo transcrito à pergunta ‘’Que acha do Poder Paternal em Portugal?’’ que alguém colocou num site da Internet que agora já não consigo identificar. Infelizmente, o texto continua actual!


A minha opinião sobre as leis que temos é que estão feitas para o seguinte contexto:

Quem faz e como se faz um filho? À boa maneira do galo ou do touro, o machão acorda de manhã, cheio de energia, quer descarregá-la e procura uma fêmea. Encontra-a, deita-lhe as garras, domina-a, violenta-a, viola-a, abandona-a ferida e lavada em lágrimas e vai à sua vida. Nem sabe que a "emprenhou". Ela coitadinha leva a gravidez ao fim e cria a criancinha. E o bruto, que faz isto todos os dias, ou, pelo menos, dia sim dia não, nem quer saber quantos filhos tem... talvez centos deles, como o coronel Buendia, personagem do livro "Cem Anos de Solidão" do Garcia Marquez.

É para uma sociedade em que os homens são assim que a lei e os juízes trabalham.

Agora eu pergunto: Nós, os homens divorciados de hoje que somos ou fomos pais de filhos menores, é assim que nos comportámos no passado e que continuamos a viver no presente? Se é assim, temos o que merecemos! Se não é assim, é tempo que se mudem as leis ou a prática das mesmas, que não esqueçamos que os homens também têm afectos, que também choram com a falta dos filhos, que muitos até se dispõem a criá-los sem receberem das ex-mulheres pensões de alimentos, que enfim também são vítimas, nesta discriminação dos sexos, talvez a última que tem de ser denunciada no chamado mundo ocidental... Sim, aqui a vítima é o homem e o verdugo é a mulher...

E se quiser saber mais leia os meus livros "Amor Explorado" (entre outros há vários poemas que dedico aos meus filhos e são poemas para entender, sem metáforas nem símbolos!) e "Amor, Solidão e Fé" (em prosa, meditações sobre a família), ambos publicados pela Editora Luz da Vida, Lda., Apartado 10048, 3031-601 Coimbra.

Os críticos têm silenciado estes livros e as livrarias chegam a dizer que não os têm ou que não sabem de onde os mandar vir... Espantoso, não é? É o medo de gritar que o homem também sofre violências da mulher. Dizer isto não é politicamente correcto. E todos se acobardam. Eu não! Vamos em frente!

E assumi este texto há 3 anos, tal como o assumo hoje! Assinei e assino!

Zé-Manel Polido


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

VOCÊ AMA AS PESSOAS !

VOCÊ AMA AS PESSOAS. VEJO ISSO NOS SEUS OLHOS! (*)

E entretanto continuarão os cães a vir abocanhar-te, morder-te, estraçalhar pedaços do teu corpo cansado e da tua alma sofrida? E tu, resignado, conformado, sempre polido, a alimentá-los enquanto de ti restar o suficiente para te manteres de pé? Estarás certo?

Que Deus nos responda... [ … ] Mas Ele já o fez! Recorda as respostas, uma só que seja. Não lembras um dia, nas horas de ponta, ao cair da tarde, ao saíres do trabalho, parares junto a um jovem que tocava guitarra? Estação do metro, Rua 68 e Avenida Lexington, em Nova Iorque, numa das suas zonas elegantes! Olhaste para ele com a simpatia que olhavas sempre os que vias sozinhos entre as multidões, os que vias à margem, os que pareciam ser elos partidos da cadeia humana. E meditaste um pouco sobre os dramas ocultos naquelas melodias. Para começar conversa, para lhe fazer sentir que ele para ti era gente, perguntaste-lhe que música estava ele a tocar, e tiveste a certeza de que, assim como tu, ele carregava e escondia a sua própria tragédia. Diálogo tão breve, duraria um minuto? Mas uma desconhecida que observou a cena olhou-te bem nos olhos e disse então simplesmente: – “You love people! I see it in your eyes, that you love people!” Ainda a questionaste se ela era psicóloga... Que não, retorquiu-te... Na cidade com alma invisível em cujas ruas tantos milhões formigam, cruzaram-se dois, ou talvez fossem três, que tinham coração!

E inexoravelmente, quando esse ou algum momento semelhante evocas, continuas a querer ajudar os outros, a gostar das pessoas, a acreditar na natureza humana. É o teu destino, o teu fatalismo!

E partes com reforçada coragem para uma nova etapa, um novo dia, uma nova missão; a enfrentar mais um desafio, a arrostar com mais um rosário de amarguras, a tentar realizar mais um sonho. Porquê? Para quê? Com o testemunho do astronauta Titov te identificas, sentes como ele sentia e não esqueces o que ele disse: – “Gosto da vida! É pela vida que eu vou partir!”

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(*) Estas são as linhas finais do livro de Zé-Manel Polido: “Amor, Solidão e Fé”, Editora Luz da Vida (Rua Mário Pais, 16-0-A, 3000-268 Coimbra), Fevereiro 2004.

© Editora Luz da Vida, Lda.

 

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