ANOS A FIO...
E agora, queridos filhos, meditai
nesta simples confissão do vosso pai:
- Anos a fio…
Foi preciso optimismo para crer
no vosso amor…
mas eu acreditei!
E agora, queridos filhos, meditai
nesta simples confissão do vosso pai:
- Anos a fio…
Foi preciso optimismo para crer
no vosso amor…
mas eu acreditei!
Anos a fio…
Foi preciso ser louco para sonhar...
mas eu sonhei!
Anos a fio, sim, anos a fio,
até chegar o dia de acordar…
E nesse dia, olhai, o que encontrei?
Um túnel negro e estéril de desprezo,
vazio…
muito vazio…
todo vazio…
Um mundo feito ausências e distâncias,
silêncio e desinteresse…
um mundo frio…
Maldito ele fosse,
se em maldições eu cresse!
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Mais um poema do meu livro AMOR EXPLORADO (Editora Luz da Vida, Lda. Rua Mário Pais, 16-0-A, 3000-268 Coimbra)

