"The past beats inside me, like a second heart" é uma confissão do escritor irlandês John Banville no seu romance "The Sea", laureado em 2005 com o Man Booker Prize.
Para a transpor para Português e lhe manter a força extraordinária que transmite no original Inglês, eu não faria uma tradução literal, preferiria optar por dizer "Como se fosse um segundo coração, sinto o passado pulsar dentro de mim".
Adoto inteiramente este sentimento do autor irlandês. Mas esse segundo coração que sinto bater dentro de mim, esse coração que vai buscar ao passado força para viver o presente e enfrentar o futuro, é por certo a sede onde reside o que nós, portugueses, designamos por saudade.
Por isso sou forçado a concluir que a saudade não é um exclusivo de Portugal; é um estado de alma que também se vive na Irlanda.
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Saudade em Portugal e saudade na Irlanda
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Ainda a Esmeralda Porto
Em setembro de 2008 publiquei um cartaz lamentando que os pais adotivos desta menor não a quisessem entregar ao pai biológico; ou pior ainda, andassem fugidos com a criança para não a entregarem ao pai biológico.
O que eu condenava é que eles, com tais procedimentos, incutissem na pequena um mínimo de ódio, ou pelo menos uma dose de medo, ao pai biológico.
O pai biológico acabou por receber a filha por decisão dos tribunaiis e eu espero, como aliás desejei na altura, que ele não se tenha vingado, e passado a incutir na criança medo e ódio pelos que tinham sido durante algum tempo seus pais adotivos. Não tenho informações sobre o que se passou desde então sob este ponto de vista.
Mas achei curioso saber hoje que a União Europeia, segundo publicação no JusJornal de 6 de junho do corrente ano de 2012 no seu número 1479 tenha condenado Portugal porque demorou 4 anos e 5 meses a executar a sentença que entregava a criança ao pai biológico.
Não direi que... é assim o nosso País!... porque infelizmente não é só no nosso País que o pai, por exemplo em casos de divórcio, nada conta; a sociedade e a justiça em muitos países do chamado Mundo Ocidental partem do princípio que só as mães é que amam os filhos.
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