Dos três livros técnicos que escrevi, o primeiro que publiquei foi dedicado à memória do meu Pai porque, apesar de médico, devo-lhe o entusiasmo pela matemática; o segundo foi dedicado à minha Mulher por ter criado o ambiente que me permitiu recomeçar a trabalhar, após um período de terríveis dificuldades familiares.
É evidente que, nos prefácios dos livros, menciono também as numerosas pessoas a quem tenho o dever moral de agradecer pelo apoio que direta ou indiretamente me deram.
Ando agora a hesitar quanto à dedicatória do terceiro que terminei recentemente e vai ser publicado em breve. Estou a ponderar dedicá-lo AOS QUE TENTARAM BLOQUEAR O MEU TRABALHO. Assim mesmo! Porquê?
Porque ao fazê-lo, estimularam-me a prosseguir, criaram em mim uma espécie de desejo de os vencer, mostrando-lhes que, embora tenham podido atrasar os meus planos, não conseguiram evitar que eu os levasse a cabo. Lembro-me de ter lido algures que "quanto mais se persegue um homem mais ele corre". Comigo, isso sempre aconteceu.
Reconheço assim que devo alguns dos meus triunfos em parte à adversidade que me foi criada. É neste sentido que estou grato também aos que me bloquearam.
Aceito naturalmente que me perguntem: -- "Então se lhes deves gratidão, que fizeste para os recompensar?" A resposta é simples: ajudei-os a evoluir como pessoas, ensinando-lhes que tentar bloquear os outros é uma atitude pateta que pode não resultar e até ter efeito contrário ao que eles pretendem.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Saudade em Portugal e saudade na Irlanda
"The past beats inside me, like a second heart" é uma confissão do escritor irlandês John Banville no seu romance "The Sea", laureado em 2005 com o Man Booker Prize.
Para a transpor para Português e lhe manter a força extraordinária que transmite no original Inglês, eu não faria uma tradução literal, preferiria optar por dizer "Como se fosse um segundo coração, sinto o passado pulsar dentro de mim".
Adoto inteiramente este sentimento do autor irlandês. Mas esse segundo coração que sinto bater dentro de mim, esse coração que vai buscar ao passado força para viver o presente e enfrentar o futuro, é por certo a sede onde reside o que nós, portugueses, designamos por saudade.
Por isso sou forçado a concluir que a saudade não é um exclusivo de Portugal; é um estado de alma que também se vive na Irlanda.
Para a transpor para Português e lhe manter a força extraordinária que transmite no original Inglês, eu não faria uma tradução literal, preferiria optar por dizer "Como se fosse um segundo coração, sinto o passado pulsar dentro de mim".
Adoto inteiramente este sentimento do autor irlandês. Mas esse segundo coração que sinto bater dentro de mim, esse coração que vai buscar ao passado força para viver o presente e enfrentar o futuro, é por certo a sede onde reside o que nós, portugueses, designamos por saudade.
Por isso sou forçado a concluir que a saudade não é um exclusivo de Portugal; é um estado de alma que também se vive na Irlanda.
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LITERATURA
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Ainda a Esmeralda Porto
Em setembro de 2008 publiquei um cartaz lamentando que os pais adotivos desta menor não a quisessem entregar ao pai biológico; ou pior ainda, andassem fugidos com a criança para não a entregarem ao pai biológico.
O que eu condenava é que eles, com tais procedimentos, incutissem na pequena um mínimo de ódio, ou pelo menos uma dose de medo, ao pai biológico.
O pai biológico acabou por receber a filha por decisão dos tribunaiis e eu espero, como aliás desejei na altura, que ele não se tenha vingado, e passado a incutir na criança medo e ódio pelos que tinham sido durante algum tempo seus pais adotivos. Não tenho informações sobre o que se passou desde então sob este ponto de vista.
Mas achei curioso saber hoje que a União Europeia, segundo publicação no JusJornal de 6 de junho do corrente ano de 2012 no seu número 1479 tenha condenado Portugal porque demorou 4 anos e 5 meses a executar a sentença que entregava a criança ao pai biológico.
Não direi que... é assim o nosso País!... porque infelizmente não é só no nosso País que o pai, por exemplo em casos de divórcio, nada conta; a sociedade e a justiça em muitos países do chamado Mundo Ocidental partem do princípio que só as mães é que amam os filhos.
E sei do que falo! Quem quiser leia os meus livros "Amor Explorado" e "Amor, Solidão e Fé", publicados pela Editora Luz da Vida, Lda. Rua Mário Pais, 16-0-A em 3000-268 Coimbra. Se não encontrar na sua livraria, peça à Editora. São baratos (10 euros o primeiro e 14,50 euros, o segundo). Veja o site www.luz-da-vida.com.pt.
O que eu condenava é que eles, com tais procedimentos, incutissem na pequena um mínimo de ódio, ou pelo menos uma dose de medo, ao pai biológico.
O pai biológico acabou por receber a filha por decisão dos tribunaiis e eu espero, como aliás desejei na altura, que ele não se tenha vingado, e passado a incutir na criança medo e ódio pelos que tinham sido durante algum tempo seus pais adotivos. Não tenho informações sobre o que se passou desde então sob este ponto de vista.
Mas achei curioso saber hoje que a União Europeia, segundo publicação no JusJornal de 6 de junho do corrente ano de 2012 no seu número 1479 tenha condenado Portugal porque demorou 4 anos e 5 meses a executar a sentença que entregava a criança ao pai biológico.
Não direi que... é assim o nosso País!... porque infelizmente não é só no nosso País que o pai, por exemplo em casos de divórcio, nada conta; a sociedade e a justiça em muitos países do chamado Mundo Ocidental partem do princípio que só as mães é que amam os filhos.
E sei do que falo! Quem quiser leia os meus livros "Amor Explorado" e "Amor, Solidão e Fé", publicados pela Editora Luz da Vida, Lda. Rua Mário Pais, 16-0-A em 3000-268 Coimbra. Se não encontrar na sua livraria, peça à Editora. São baratos (10 euros o primeiro e 14,50 euros, o segundo). Veja o site www.luz-da-vida.com.pt.
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Aos Pais Divorciados
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